Um médico que participou da maratona da 10ª edição da SP City Marathon e auxiliou no atendimento de Júlio Barreto, corredor que morreu após finalizar a prova na manhã deste domingo (26), citou à CNN Brasil falhas e demora no socorro prestado pela organização.
Júlio, um homem de 50 anos que estava acompanhado de sua esposa e dois amigos na corrida, sofreu uma parada cardíaca logo após concluir o percurso. Depois do primeiro atendimento, o atleta foi encaminhado a um hospital, mas não resistiu.
A SP City Marathon, uma das corridas de rua mais famosas da capital paulista, oferece aos atletas a prova de 21 km (meia-maratona) e de 42 km (maratona) no mesmo dia. Júlio participou da meia-maratona neste domingo.
O primeiro atendimento prestado ao atleta, no entanto, foi feito por corredores que também participavam da maratona e eram médicos, de acordo com relatos de testemunhas. A reportagem conversou com o médico Miguel Carvalho Santacreu. Após terminar a prova, a caminho do guarda-volumes, viram Júlio caído no chão rodeado de pessoas.
Miguel e um amigo, que também é médico, viram alguém iniciando a massagem cardíaca e se prontificaram a ajudar. Outros corredores que estavam em volta também eram profissionais da saúde, iniciando um revezamento para realizar massagem cardíaca.
Os médicos chamaram por uma ambulância do evento, enquanto uma das médicas ficou responsável por cronometrar o tempo de revezamento da massagem cardíaca.
