A defasagem dos preços dos combustíveis nas refinarias brasileiras seguiu em alta no fechamento de sexta-feira (24), mesmo com o petróleo Brent abaixo de US$ 90 por barril no fim da semana passada. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel encerrou o período com defasagem de 58%, enquanto a gasolina ficou em 45%.
Os dados da Abicom indicam descolamento entre os preços praticados no mercado interno e o desempenho da commodity no exterior. No caso do diesel, a maior diferença nas refinarias da Petrobras foi registrada no porto de Suape, onde o litro era comercializado a R$ 5,44, com diferença de R$ 2,27 em relação ao preço de venda da estatal. Nesse ponto, a defasagem chegou a 72%.
Na média, as refinarias da Petrobras operavam com o diesel 69% abaixo do preço de paridade de importação (PPI). Para a gasolina, a defasagem média era de 54%.
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O quadro foi diferente na Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia. Após reajustes feitos na semana passada, o diesel era negociado 1% abaixo do preço internacional e a gasolina, 2% abaixo.
O último reajuste promovido pela Petrobras para o diesel ocorreu em 1º de junho, com redução de R$ 0,35 por litro.
