Em um futuro distópico, uma inteligência artificial extremamente poderosa assume o papel de julgadora da população mundial. Antes de definir o futuro dos humanos, ela concede uma única oportunidade de defesa. Um representante é convocado à enigmática Câmara do Basilisco para responder à pergunta que poderá determinar o destino da civilização: "Por que a humanidade não deve ser extinta?". É dessa premissa que parte ‘O Dilema do Basilisco’, de Fernando Cunha.
Inspirada no experimento mental conhecido como Basilisco de Roko, hipótese que explora as possíveis consequências do desenvolvimento de uma IA superinteligente, a obra acompanha um protagonista sem nome encarregado de defender a continuidade da espécie. Ao longo dessa missão, o leitor é conduzido por reflexões sobre os pilares da civilização, a ética, a tecnologia e o sentido da existência. A humanidade deixa de ser analisada apenas de forma biológica e passa a ser vista como um projeto civilizatório em constante tensão entre o progresso e a própria capacidade de autodestruição.
