Julho tem sido marcado pela retomada da entrada de capital externo na Bolsa brasileira, com saldo positivo de R$ 2,351 bilhões na primeira quinzena.
Em parte, o ingresso é visto como um movimento técnico, processo natural após dois meses seguidos de saída líquida, com retirada de R$ 7,785 bilhões em junho - a maior em quase um ano.
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Mas há também alguns fundamentos que justificam o retorno do investidor internacional para a Bolsa brasileira, como a recente safra de indicadores reforçando um desaquecimento mais claro da atividade econômica, a exemplo dos dados de emprego de maio e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho.
Outro argumento citado é o valuation atrativo: a Bolsa segue barata e “pouco carregada”, define o estrategista de renda variável da Genial, Filipe Villegas. No entanto, a avaliação dos analistas é que esse apetite pode ser temporário e ficará na dependência do debate eleitoral e do cenário internacional.
Das doze sessões de julho até aqui, foram oito sessões de entrada de fluxo externo, sendo a maior no dia 10, quando foi divulgado o IPCA do mês passado, que mostrou desaceleração abaixo da esperada.
