Revolta dos estudantes: Índia anuncia força-tarefa para reformular sistema de vestibular
No embate com o governo indiano, as baratas venceram. O movimento de jovens que varreu o país no último mês levou o primeiro-ministro Narendra Modi a ceder à pressão pública e a aceitar humildemente a renúncia do ministro da Educação e aliado político, Dharmendra Pradhan, e a prometer reformas no sistema de exames.
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O desfecho representa uma derrota considerável para um premiê que, em seu terceiro mandato, sempre demonstrou firmeza diante de protestos. E levanta a dúvida sobre o futuro do movimento, criado em maio e liderado pelo estrategista político Abhijeet Dipke, e o impacto sobre o governo Modi.
Formado em Boston, aos 30 anos, ele tornou-se o rosto visível das manifestações gigantescas da chamada Geração Z, deflagradas após as denúncias de vazamento das questões do concorrido exame de admissão para as faculdades de medicina. O escândalo obrigou o governo a cancelar o concurso e a convocar dois milhões de estudantes para novas provas.
Para agravar a situação, os jovens desempregados foram descritos como baratas e parasitas pelo presidente da Suprema Corte do país.
Movimento das baratas humilha Modi no maior desafio em 12 anos à frente da Índia
