Em tempos de geopolítica, o que não aparece em um comunicado oficial pode ser tão relevante quanto aquilo que é divulgado.
Na noite deste domingo (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente da China, Xi Jinping.
Segundo os comunicados oficiais, o diálogo abordou temas estratégicos para a relação entre os dois países, como inteligência artificial, minerais críticos, especialmente as terras raras, a defesa do multilateralismo e o interesse brasileiro em acelerar um acordo comercial entre o Mercosul e a China.
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Muito além da diplomacia
Os assuntos tratados não poderiam ser mais relevantes. As terras raras tornaram-se um dos ativos mais estratégicos do mundo.
O Brasil possui uma das maiores reservas conhecidas, enquanto a China domina o processamento desses minerais, indispensáveis para a indústria de alta tecnologia, veículos elétricos, equipamentos militares e inteligência artificial.
Não por acaso, esse tema ganhou enorme importância na disputa tecnológica entre China e Estados Unidos.
Também é natural que Lula tenha defendido o avanço de um acordo entre Mercosul e China. Em um cenário de crescente protecionismo, ampliar mercados significa reduzir riscos para as exportações brasileiras.
A ausência que chama atenção
Mas há um detalhe que desperta curiosidade.
