Olhar para o Universo é olhar para o passado.
Isso acontece porque a luz, apesar de ser a coisa mais rápida que conhecemos, não viaja instantaneamente. Ela percorre cerca de 300 mil quilômetros por segundo. Em um ano, atravessa aproximadamente 9,46 trilhões de quilômetros. É essa distância que os astrônomos chamam de ano-luz.
Ou seja: ano-luz não é uma medida de tempo. É uma medida de distância. Mas, no espaço, distância e tempo acabam andando juntos.
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O exoplaneta conhecido mais próximo de nós é Proxima Centauri b. Ele orbita Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol, localizada a cerca de 4,2 anos-luz da Terra.
Imagine que exista alguém lá, neste exato momento, apontando para a Terra um telescópio absurdamente poderoso, poderoso o suficiente para distinguir o que acontece na superfície do nosso planeta.
Esse observador não estaria vendo a Terra de hoje.
Ele veria a Terra de mais ou menos quatro anos atrás.
A luz que está chegando lá agora partiu daqui naquela época. Para esse observador, tudo o que aconteceu na Terra desde então ainda estaria viajando pelo espaço.
E mais: as espaçonaves mais rápidas já construídas pela humanidade levariam dezenas de milhares de anos para percorrer essa distância.
Agora, vamos aumentar esse caminho.
Imagine uma civilização localizada a 66 milhões de anos-luz daqui.
