Os presidentes do PT, Edinho Silva, e do PL, Valdemar Costa Neto, estão tendo de lidar com impasses nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Palácio do Planalto. Os 2 trabalham para resolver ruídos que surgiram ainda no período de pré-campanha.
Insatisfações dentro dos partidos, embates envolvendo aliados e “fogo amigo” compõem o repertório dos atritos. O Poder360 preparou infográficos que sintetizam os principais conflitos.
No PT, a construção do programa de governo de Lula acendeu o alerta no mercado financeiro. Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, foi designado para coordenar essa parte.
Em 17 de julho, ele se reuniu com nomes do Itaú e levou uma visão expansionista sobre diretrizes econômicas. A Faria Lima, já reticente com o governo Lula pela dificuldade em promover corte de gastos, digeriu mal.
Antes, Gabrielli já tinha ido a público com a perspectiva de ampliar o financiamento do desenvolvimento via bancos públicos, bem como elevar a carga fiscal sobre os que vivem somente de rendas, o que assustou o mercado financeiro.
Edinho, por sua vez, desautorizou o aliado ao dizer que as posições de Gabrielli são individuais e que as propostas estão em construção e ainda serão validadas pelo partido e por Lula.
Numa outra frente, integrantes do PT têm dito que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, é o nome à frente da construção das propostas.
