A realização dos principais leilões de saneamento do calendário nacional para 2026 abriu espaço a concessão de projetos regionais, como os de Lavras (MG), Erechim (RS) e Tangará da Serra (MT)
Em Erechim, a concessão tem capex estimado de R$ 637,5 milhões ao longo de 30 anos de contrato e deve ir a mercado no terceiro trimestre deste ano. A modelagem determina o menor valor de tarifa cobrada em relação à concessionária atual. Entre as empresas que apresentaram propostas estão o Consórcio Erechim Saneamento e a Aegea.
O primeiro avanço do saneamento regional se deu no início de julho. A cidade de Timbó, em Santa Catarina, realizou o leilão para concessão dos serviços de abastecimento de água e esgoto do município.
A concessão foi arrematada pela estatal Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), que reassumiu a gestão na cidade depois de 24 anos ao apresentar o maior valor de outorga, de R$ 60 milhões. O contrato tem duração de 35 anos e R$ 1,95 bi em investimentos para a manutenção e ampliação dos sistemas de abastecimento de água e esgoto.
Municípios são o “grande motor” do pipeline
Segundo um levantamento da Radar PPP, os municípios são o “grande motor” do pipeline nacional no momento, alcançando cerca de 1.444 projetos desde 2023. Nos estados, esse número é de 118, enquanto no caso da União são 17 projetos feitos em quase quatro anos.
