O financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é alvo de duas investigações distintas da Polícia Federal, autorizadas por ministros diferentes do STF (Supremo Tribunal Federal).
Como mostrou a CNN, embora tenham como foco o mesmo filme, as apurações partem de suspeitas diferentes e são conduzidas por relatores distintos, o que levou a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a pedir que os casos sejam reunidos sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Flávio Dino já era relator de ações que apuram possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Foi nesse contexto que surgiu a suspeita envolvendo o financiamento do Dark Horse.
A investigação autorizada pelo ministro analisa repasses de emendas feitos deputados federais a empresas e organizações sociais. Entre os recursos sob análise estão R$ 2 milhões destinados ao Instituto Conhecer Brasil, comandado por Karina da Gama, responsável, também, pela produtora da cinebiografia ainda inédita do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A apuração, porém, não começou por causa do Dark Horse. Ela já estava em andamento no âmbito das investigações sobre emendas parlamentares e passou a incluir o filme depois que os deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Henrique Vieira (Psol-RJ) apresentaram um pedido de investigação dentro da ação relatada por Dino sobre transparência na execução desses recursos.
