O Palmeiras saiu derrotado por 2 a 1 para o Atlético-MG, neste domingo, no Nubank Parque, mas a atuação vai muito além do placar. O time de Abel Ferreira teve mais posse de bola, controlou territorialmente a partida durante praticamente todo o confronto e empurrou o adversário para o campo de defesa. Ainda assim, teve um problema: produziu volume, mas criou poucas chances realmente claras e sofreu pela falta de contundência no último terço do campo.
O domínio alviverde foi evidente desde os primeiros minutos. Com Andreas Pereira organizando a saída de bola, Emiliano Martínez dando intensidade no meio e Arias sendo a principal válvula ofensiva, o Palmeiras ocupou o campo de ataque e obrigou o Atlético-MG a defender praticamente com todos os jogadores atrás da linha da bola. A posse de bola elevada e a pressão constante, porém, esconderam um velho problema: circular a bola nem sempre significa machucar o adversário.
Foi exatamente essa leitura que Abel Ferreira fez após a partida. O treinador destacou que sua equipe chegou com frequência até a entrada da área, mas faltaram cruzamentos, finalizações de média e longa distância e maior agressividade para desmontar uma defesa que atuou em bloco baixo durante quase todo o jogo.
Mesmo assim, o roteiro parecia controlado até os primeiros minutos do segundo tempo. A falha de Carlos Miguel, ao espalmar nos pés de Victor Hugo uma finalização relativamente defensável de Cassierra, mudou completamente a dinâmica da partida.
