Em meio ao tarifaço aplicado pelo governo de Donald Trump, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) monitoram a ofensiva do Congresso americano contra a regulação econômica das big techs no Brasil, mas descartam um recuo na proposta por pressão dos Estados Unidos.
Na semana passada, 20 congressistas americanos enviaram uma carta ao chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, pedindo ação contra o Brasil pelo avanço do PL 4675/2025.
O projeto de lei, elaborado pelo governo Lula e que tramita na Câmara dos Deputados, amplia os poderes do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contra práticas anticoncorrenciais das empresas de tecnologia em mercados digitais.
Reservadamente, assessores presidenciais ouvidos pela CNN afirmam que esse novo movimento não deve alterar a posição do governo sobre a proposta. Para eles, o interesse das big techs não pode prevalecer em relação à suposta necessidade de regular os mercados digitais no Brasil.
Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto comparam a atuação das gigantes de tecnologia à estratégia adotada pelos Estados Unidos na disputa tarifária.
Segundo esses interlocutores, tanto o USTR quanto as empresas têm apresentado demandas excessivamente agressivas nas negociações, o que dificulta um ponto de convergência, um meio do caminho, com concessões de lado a lado.
A carta dos congressistas republicanos não surpreendeu o governo Lula.
