O álbum mais recente da banda de K-pop BTS foi lançado este ano e se chama ARIRANG
HYBE/Big Hit Music via BBC
Em um sábado ensolarado de junho, Lee Yeon-su tirou o dia de folga no trabalho e pegou um trem de Seul para Busan para assistir a mais um show da super banda pop BTS.
Era a terceira vez em três meses.
Em março, ela esteve entre a multidão que lotava o centro de Seul quando o septeto fez seu retorno, mas o palco estava longe demais. Em abril, no primeiro dia da turnê mundial, choveu torrencialmente, abafando as vozes dos cantores. Mas, desta vez, em Busan, foi "incrível".
"Toda vez que vou a um show do BTS, percebo como sou feliz por poder admirá-los e apoiá-los por decisão própria", diz Yeon-su, que não é seu nome verdadeiro. "Isso teria sido inimaginável na Coreia do Norte."
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Foi lá que ela nasceu, no chamado "Reino Eremita", logo ao norte da fronteira fortemente vigiada com a Coreia do Sul. O mundo exterior estava fora de seu alcance, isolado por um regime baseado no medo, na vigilância e na lealdade.
"Você precisava ser selecionada para participar dos eventos e, se não fosse, tinha que ficar em casa com as cortinas fechadas."
Agora, na Coreia do Sul, ela pode decidir para quem torcer e como fazer isso. Em Busan, ao lado de uma enorme multidão de fãs, gritou, pulou e cantou com toda a força, especialmente durante suas músicas favoritas: a enérgica Fire e o sucesso de hip-hop Mic Drop.
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