Após a OpenAI admitir que um de seus modelos invadiu os sistemas da plataforma Hugging Face, o CEO da empresa, Clem Delangue, publicou no X que viajaria a São Francisco (EUA) para ter “uma pequena conversa com aquele ‘agente rebelde'”. Em seguida, num post publicado no sábado (25), ele detalhou o que pediu à OpenAI.
A principal demanda é o que Delangue chamou de “transparência radical”: que a OpenAI libere os registros de atividade dos agentes envolvidos no ataque para que “toda a comunidade de pesquisa possa estudar o que aconteceu”.
Além disso, ele pediu que a empresa destine US$ 100 milhões (R$ 508,3 milhões) em poder computacional para ajudar a comunidade da Hugging Face a construir defesas cibernéticas usando modelos abertos e fechados.
“O primeiro ciberataque por agente autônomo é um evento inédito. Ele merece uma resposta inédita!”, escreveu Delangue.
Apesar do caráter autônomo do ataque, especialistas em cibersegurança apontaram que ele também pode ser atribuído a erro humano, especificamente, a uma falha aparente da OpenAI em configurar corretamente o que deveria ser um ambiente de testes completamente isolado.
