O Amazonas está entre os estados com maior concentração de municípios em situação de alta prioridade nos indicadores que medem a exposição de crianças e adolescentes a riscos ambientais e climáticos. É o que mostra nota técnica do Painel Crianças e Meio Ambiente, divulgada em julho pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização Vital Strategies.
O painel reúne 14 indicadores em quatro áreas, qualidade do ar, infraestrutura ambiental e urbana, eventos climáticos extremos e ambiente escolar, e classifica cada um dos 5.570 municípios do país em três níveis de prioridade. O nível 3, o mais grave, indica necessidade de ação imediata. A comparação, na maior parte dos casos, é feita entre municípios de porte populacional semelhante.
Segundo o documento, as cidades com maior número de indicadores no nível máximo estão majoritariamente no Pará, no Acre, no Amazonas, no Maranhão e no Mato Grosso, eixo que acompanha a Amazônia Legal. Das 30 com pior desempenho agregado no país, 24 ficam na Região Norte.
A Norte, que reúne 450 municípios, concentra o quadro mais grave do levantamento: metade deles tem nove ou mais indicadores em alta prioridade, e 42,4% acumulam dez ou mais. Na média nacional, essa proporção é de 6%. No Sudeste, de 0,1%.
O recorte amazonense chama atenção no indicador de secas.
