O Brasil consolida-se na liderança global da produção e exportação de proteína animal, registrando crescimento médio anual na casa dos dois dígitos na última década. Sustentado em um mercado cada vez mais competitivo, o país atende hoje a mais de 150 nações com carne bovina, suína e de aves. Embora a dinâmica de comércio exterior pareça responder a uma equação elementar de oferta e demanda, o protagonismo brasileiro é determinado por variáveis mais complexas. Além da capacidade produtiva e do rigor sanitário, a sustentabilidade consolidou-se como o novo diferencial competitivo para o acesso a mercados estratégicos, tendo a redução de emissões como uma das diretrizes.
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Esse cenário enfrenta desafios que transcendem os aspectos técnicos e de manejo, adentrando as esferas geopolítica e econômica. Medidas recentes, como as políticas tarifárias dos Estados Unidos, as restrições de importação da União Europeia e as cotas da China para a carne bovina, evidenciam o avanço de barreiras protecionistas, muitas vezes justificadas sob argumentos comerciais ou sanitários questionáveis. Nesse contexto, a segurança sanitária não deve ser tratada como um diferencial de mercado, mas como um pré-requisito absoluto. Os protocolos de controle sanitário são validados internacionalmente e não admitem concessões.
