Luis Manuel Otero Alcántara chegou a Miami há apenas alguns dias, depois de passar cinco anos preso em Cuba. De lá, no exílio, ele afirma confiar que serão os próprios cubanos que decidirão o futuro do país, que se encontra cada vez mais sufocado pelas crescentes pressões do governo de Donald Trump, incluindo a ameaça de uma tentativa de tomar o controle da ilha.
“Não, eu acredito nas pessoas. Eu acredito que as pessoas escolherão o líder que quiserem. Eu acredito na democracia. São as pessoas que vão escolher”, diz o artista visual e dissidente cubano em uma entrevista à CNN realizada na Ermida da Virgem da Caridade do Cobre, um local de grande significado para os cubanos, situado a 145 quilômetros da ilha, para onde ele foi assim que chegou a Miami.
Enquanto o governo de Cuba não fez comentários sobre a libertação e o exílio de Otero Alcántara, o governo dos Estados Unidos deu boas-vindas a ele por meio de uma mensagem do secretário de Estado, Marco Rubio.
Político de origem cubana e crítico frequente do regime comunista que governa o país caribenho desde 1959, Rubio afirmou em um comunicado que “o único ‘crime’ de Otero Alcántara foi se recusar a permanecer em silêncio e usar sua arte para exigir liberdades básicas que foram negadas aos cubanos por quase sete décadas”.
