A indústria brasileira de transformação voltou a perder posições no cenário internacional pelo segundo ano consecutivo. Em um ranking que reúne 90 países, o Brasil ocupa a 69ª colocação, permanecendo entre o terço das economias com pior desempenho industrial.
Os dados foram compilados pelo IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) com base em informações da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial.
Em entrevista ao CNN Money, o professor de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), Joelson Sampaio, apontou dois fatores principais para explicar esse resultado: um de natureza conjuntural e outro estrutural.
Segundo o economista, o primeiro está relacionado à manutenção da taxa de juros em patamares elevados por um período prolongado.
“Esse resultado é explicado por dois motivos, principalmente. O primeiro conjuntural: nós temos uma taxa de juros ainda bastante elevada e por muito tempo. Isso acaba afetando bastante os investimentos na indústria, porque você aumenta o custo de capital das empresas e acaba trazendo um desafio em termos de inovação e de financiamento para a indústria”, afirmou.
Além dos juros elevados, Sampaio destacou entraves estruturais que comprometem a competitividade da indústria brasileira. Entre eles estão o baixo nível de incorporação de tecnologia, a reduzida produtividade e os altos custos logísticos.
