Um conjunto de pesquisas recentemente publicadas traz importantes avanços para superar limitações das baterias de lítio-enxofre, tecnologia emergente que apresenta vantagens em termos de custos, capacidade e sustentabilidade com relação à tecnologia de íons de lítio, que domina hoje o mercado das baterias recarregáveis.
As baterias de lítio-enxofre são geralmente formadas por um eletrodo positivo baseado em enxofre, um eletrodo negativo de lítio metálico e um eletrólito entre eles. A sua operação de carga e descarga -ou seja, de armazenamento e entrega de energia- se baseia em reações eletroquímicas que acontecem entre o enxofre e os íons de lítio.
Uma das grandes vantagens da tecnologia é que o principal elemento ativo, o enxofre, é abundante no planeta e está amplamente disponível como resíduo de processos industriais, podendo ser obtido sem precisar minerá-lo.
Além disso, essas baterias conseguem armazenar muito mais energia do que as de íons de lítio no mesmo volume. “As baterias de lítio-enxofre apresentam uma densidade de energia teórica de 2.600 Wh kg-1.
