As mulheres são 26,6% das pessoas físicas que investem na B3. Em outras palavras, a cada 4 investidores, aproximadamente 3 são homens e 1 é mulher. Em 10 anos, a participação feminina avançou apenas 3,5 pontos percentuais, passando de 23,1% para 26,6%. Mantido esse ritmo, a paridade entre homens e mulheres na Bolsa só seria alcançada em cerca de 67 anos, por volta de 2093.
Os dados da própria B3, referentes a junho de 2026, mostram que, em números absolutos, a quantidade de mulheres que investem na Bolsa saltou de 130,3 mil em 2016 para 1,73 milhão em 2026. Apesar desse crescimento expressivo, a presença feminina aumentou pouco em termos proporcionais, passando de 23,1% para 26,6% no período.
A Bolsa registrou recorde de 6,5 milhões de investidores em junho de 2026, mas isso não alterou a predominância masculina no mercado. Os homens somavam 434,1 mil investidores em 2016 (76,9%) e passaram para 4,78 milhões em 2026 (73,4%). Nos últimos 10 anos, a diferença entre homens e mulheres diminuiu apenas 3,5 pontos percentuais.
A participação das mulheres no mercado de renda variável atingiu o menor patamar da série em 2018, quando representavam 22,06% dos investidores. Em 2023, voltou a crescer gradualmente e chegou a 26,6% em junho de 2026. Só nos últimos 12 meses, a participação feminina avançou 0,7 ponto percentual e a B3 ganhou 115.841 novas investidoras.
A menor presença feminina na Bolsa também se reflete no patrimônio acumulado.
