A FAB (Força Aérea Brasileira) realizou 591 voos nos seis primeiros meses deste ano para transportar autoridades do Executivo e do Legislativo. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Edson Fachin, que também tem direito ao benefício, não voou em aeronaves públicas no período. O número é pouco mais alto que o registrado em 2025, quando, no primeiro semestre, foram realizadas 571 decolagens.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi o que mais demandou aeronaves da FAB no primeiro semestre deste ano. Por 90 vezes uma aeronave foi colocada à disposição do auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No mesmo período do ano passado ele reservou um avião por 36 vezes.
A CNN Brasil apurou que, na maioria das vezes, Múcio não voou e a aeronave foi “emprestada” a outra autoridade. Em 75% dos casos a algum ministro do STF, sob alegação de necessidade de segurança. A medida é prevista em um decreto de 2020, assinado à época pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Oficialmente, o Ministério da Defesa não se posicionou sobre o tema.
Em seguida aparece o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), com 64 voos. No primeiro semestre do ano anterior o parlamentar usou a FAB em 59 ocasiões. Em todos os casos, Hugo alegou motivo de “segurança” para usar as aeronaves públicas. Por lei, além deste argumento, as autoridades com direito a uso dos aviões da FAB podem alegar atividade “de serviço” e “urgência médica”.
