Evacuados descansam em um ginásio esportivo em Villaviciosa de Odón, a 20 km a oeste de Madri, em 25 de julho de 2026, em meio aos incêndios florestais que já queimaram até 25 mil hectares.
JAVIER SORIANO/AFP
Elvira Menéndez mal dormiu na noite passada porque não se sente "como em casa" no ginásio onde está abrigada porque há "cães, gente roncando", conta esta moradora do povoado de Chapinería, evacuada na sexta-feira (24) pelo incêndio fora de controle registrado a oeste de Madri.
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Assim como outras cerca de 200 pessoas, ela encontrou refúgio neste amplo ginásio poliesportivo em Villaviciosa de Odón, a 30 km de seu povoado, nos arredores da capital espanhola.
Aqui, a dezenas de quilômetros do inferno que devasta a zona rural madrilense, o céu seguia encoberto na manhã deste sábado por causa da fumaça, e o histórico mosteiro de El Escorial, importante destino turístico do país, estava envolto em uma neblina cinzenta provocada pelas chamas.
O incêndio "superou todas as barreiras", afirma Mar Nicolás, prefeita da pequena localidade vizinha de Brunete, município que recebe uma centena de evacuados.
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A prioridade, ressalta, é "salvar vidas", mas ela tampouco esconde sua preocupação com "o desastre tão grande da natureza que está causando tudo isso".
No ginásio de Villaviciosa de Odón, voluntários tentam entreter as crianças com jogos e desenhos para colorir, enquanto outros distribuem comida.
Desalojados pelos incêndios perto de Madri temem um 'desastre' natural
