'Taxa das blusinhas’: o que mudou com o fim do imposto sobre compras internacionais
O número de encomendas internacionais disparou após o fim da chamada taxa das blusinhas, que tributava com a cobrança de imposto de importação as compras com valor abaixo de US$ 50 com alíquota de 20%.
Segundo informações da Receita Federal, o total de remessas internacionais recebidas em junho deste ano, o primeiro mês completo sem a incidência da taxação, foi de 28,36 milhões.
Isso representa:
crescimento de 118% sobre junho de 2025 (13,02 milhões de encomendas).
alta de 72% sobre abril de 2026, ultimo mês sem cobrança (16,51 milhões).
elevação de 84% sobre a média dos quatro primeiros meses deste ano (15,42 milhões de remessas).
A "taxa das blusinhas" era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais.
Críticos argumentavam também que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo em determinada cota de compras ao voltar ao país.
Entidades se manifestam
O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, informou que sondagem feita junto ao mercado indica que os resultados do mês de junho devem mostrar retração no volume de vendas no varejo em alguns setores por conta da Copa do Mundo.
'Taxa das blusinhas': encomendas internacionais disparam após fim da cobrança do imposto de importação
