O mercado físico do boi gordo registrou negociações mais aquecidas no decorrer da semana, em meio à tentativa dos frigoríficos de alongar as escalas de abate.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o cenário de oferta mais restrita no momento levou as indústrias a desembolsarem valores maiores pela arroba do boi.
"Por outro lado, chama a atenção a demanda fragilizada, especialmente na exportação. O ritmo de embarques vem apresentando arrefecimento semana após semana, com o esgotamento precoce da cota chinesa", avalia.
Conforme o especialista, outro ponto a ser mencionado é que o mercado interno apresenta no momento um padrão de preços mais acomodado para a carne no atacado, o que traz maior pressão aos frigoríficos. “Mesmo assim, para evitar uma ociosidade maior, mais indústrias anunciaram férias coletivas no decorrer da semana”, acrescenta.
Variação de preços do boi gordo
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 23 de julho:
São Paulo (Capital): R$ 345, avanço de 4,55% perante os R$ 330 praticados na última semana
Goiás (Goiânia): R$ 320, estável em relação ao valor praticado no final da semana anterior
Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, alta de 3,23% perante os R$ 310 praticados na semana anterior
Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 335, aumento de 3,08% frente aos R$ 325 registrados na semana anterior
Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, sem mudanças frente ao valor praticado no fechamento da semana…
