A crescente discussão sobre os impactos da computação quântica na segurança digital tem chamado a atenção de empresas, governos e especialistas em tecnologia. Embora o tema tenha ganhado destaque recentemente em razão dos possíveis riscos para as criptomoedas, os efeitos dessa evolução vão muito além do mercado financeiro e podem atingir toda a infraestrutura digital utilizada atualmente para proteger dados, comunicações e transações eletrônicas.
Os algoritmos criptográficos empregados hoje para garantir a segurança de sistemas bancários, hospitais, indústrias, órgãos públicos e empresas de diversos setores poderão, no futuro, tornar-se vulneráveis à capacidade de processamento dos computadores quânticos. Essa área, conhecida como criptografia pós-quântica (Post-Quantum Cryptography - PQC), já é alvo de estudos há anos por várias organizações ao redor do mundo. Agora, com a definição dos algoritmos quânticos, começa a fase de troca da criptografia, o que remete a investimentos.
A preparação para essa transição deve começar antes que a tecnologia esteja amplamente disponível. A migração para novos padrões de segurança tende a ser um processo gradual e complexo, que envolve identificar onde a criptografia é utilizada, priorizar sistemas críticos, atualizar aplicações e garantir que a infraestrutura tecnológica esteja preparada para futuras mudanças.
“O Brasil é um dos países que mais sofre ataques cibernéticos do mundo, sendo o principal alvo na América Latina.
