Por mais de uma década, uma das marcas registradas de Assassin's Creed foi o acombinação da trama entre passado e presente. Enquanto o jogador revivia memórias genéticas de assassinos históricos através do Animus, uma trama paralela ambientada nos dias atuais acompanhava conspirações entre Assassinos e Templários, artefatos de civilizações precursoras e personagens como Desmond Miles. Esse elemento, no entanto, vem sendo abandonado pela Ubisoft, sendo que o caso mais recente e simbólico dessa mudança é o remake de Assassin's Creed IV: Black Flag.
O que mudou em Black Flag Resynced
No remake lançado recentemente pela Ubisoft, não demorou para percebermos que a empresa removeu por completo as sequências modernas passadas nos escritórios da Abstergo Entertainment, nas quais podíamos explorar o ambiente corporativo como um de seus funcionários. Junto com essas cenas, some também o desfecho ligado a Desmond Miles, protagonista que conduziu a trama de fundo dos primeiros cinco jogos da franquia.
No lugar dessas sequências, a produtora inseriu algumas horas extras de conteúdo focadas inteiramente na jornada pirata de Edward Kenway, além de trechos opcionais chamados de “rifts”, que apresentam cenários hipotéticos ligados à vida do protagonista. O diretor criativo Paul Fu justificou a decisão dizendo que manter a estrutura antiga do presente destoaria do caminho que a franquia vem seguindo desde Shadows, onde o conceito de Animus foi reformulado.
