Uma inteligência que aceita ordens sem compreender consequências merece supervisão, jamais reverência. A inteligência artificial generativa já participa da escrita, do código, da pesquisa, da sala de aula e da decisão executiva. Quem ainda a trata como atalho de produtividade perde o essencial. A disputa começa agora. Transformar a IA em cointeligência, com método e responsabilidade, ou permitir que a fluência da máquina ocupe o lugar do juízo humano.
Em 2022, a OpenAI apresentou o ChatGPT, um sistema conversacional capaz de responder, admitir erros e contestar premissas incorretas. Uma pesquisa global aponta que 88% das organizações usam IA regularmente em ao menos uma função de negócio e que 62% já experimentam agentes de IA. A curiosidade virou pauta de conselho.
Ethan Mollick, professor da Universidade da Pensilvânia e autor de livros, pesquisa os impactos da inteligência artificial no trabalho, na educação e no empreendedorismo. Ele chama esse convívio de cointeligência. A expressão importa, pois recusa tanto a fantasia do oráculo quanto o rebaixamento da IA a calculadora elegante. A máquina pode atuar como colega, professora e mentora, desde que alguém a conduza com repertório. Ela escreve com segurança, resume com velocidade, simula hipóteses e erra com excelente dicção. O líder distraído confunde clareza com verdade.
