Os incêndios florestais que atingem a França e a Espanha obrigaram cerca de 267 mil pessoas a deixar suas casas até este sábado (25.jul.2026). Foram 197 mil retiradas das regiões francesas de Gironda e Landes e mais de 70 mil na Espanha.
O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, declarou emergência de interesse nacional na Comunidade de Madri e na província de Ávila. Um homem morreu em Manises, na região de Valência, depois de ser encontrado dentro de um carro em uma ravina atingida pelo fogo.
As autoridades ainda não determinaram uma causa única para o surgimento dos principais focos. Os incêndios, no entanto, foram alimentados por sucessivas ondas de calor, meses de pouca chuva, vegetação seca e ventos fortes.
Na França, a crise começou em 22 de julho, com um incêndio em Saumos, na Gironda, que já havia queimado 2.400 hectares e provocado a retirada de mais de 10.000 pessoas até o dia seguinte, segundo a Reuters.
Em 23 de julho, um segundo grande foco surgiu em Biscarrosse, no departamento de Landes, onde mais de 2.500 hectares foram atingidos e 23.000 pessoas evacuadas até a manhã de sexta-feira (24.jul). No mesmo dia, as autoridades ordenaram a retirada de todos os que permaneciam na península de Cap-Ferret, enquanto o incêndio da Gironda já somava 8.700 hectares queimados.
Neste sábado (25.jul), as chamas avançaram para áreas a cerca de 30 km de Bordeaux, provocando novas evacuações.
