Julho marca um dos períodos mais aguardados pelos profissionais do mercado financeiro: o pagamento dos bônus de desempenho. Com uma renda extra em mãos, surge também a dúvida de como alocar os recursos em um cenário marcado por juros altos e ativos próximos de máximas históricas.
A decisão deve levar em conta o momento econômico e as oportunidades que podem surgir ao longo do segundo semestre.
Na visão de Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, este não é o momento de ampliar exposição aos mercados de renda variável. Para ele, o cenário exige cautela e manutenção de liquidez.
“Não colocaria agora em bolsa americana, porque acho que ela está muito esticada e muito cara. Também não colocaria em bolsa brasileira, que está perto de topos históricos e estamos em ano de eleição, um período que costuma trazer volatilidade para muitas empresas”, afirma.
Como alternativa, o apresentador defende uma carteira mais defensiva, priorizando ativos de baixo risco. Segundo ele, “quem tem caixa nesse momento é rei” e deve continuar nessa posição nos próximos meses.
“Eu concentraria uma parcela importante em ativos de liquidez diária, como o Tesouro Selic e o Tesouro Reserva. Também manteria uma pequena parcela em títulos atrelados ao IPCA e em bitcoin e outras criptomoedas, mas com cautela, porque a inflação nos Estados Unidos, a alta do petróleo e as tensões no Oriente Médio ainda podem provocar uma correção nos mercados”, afirma.
