O governo brasileiro negou nesta 6ª feira (25.jul.2026) os vistos solicitados por dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar a Brasília para reuniões com autoridades eleitorais. A decisão amplia os recentes atritos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos. Há poucas semanas, o Itamaraty revogou o visto do assessor de Donald Trump (Partido Republicano), Darren Beattie.
O pedido de visto de Riley M. Barnes, secretário assistente do Departamento de Estado, e Samuel Samson, secretário assistente adjunto, foram apresentados 1 dia antes de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, questionar a segurança das urnas eletrônicas em evento com embaixadores realizado em Brasília, em 21 de julho.
No encontro, promovido pelo The Brazilian Report e pela Novo Selo Comunicação, Flávio citou documentos da CIA sobre supostas fraudes eleitorais na Venezuela e disse que urnas fabricadas pela Smartmatic,empresa mencionada nos relatórios norte-americanos, também seriam usadas no Brasil. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rebateu a afirmação. Segundo o tribunal, a Smartmatic nunca forneceu urnas nem softwares para as eleições brasileiras.
A proximidade entre os dois episódios reforçou a suspeita do governo brasileiro de que a missão norte-americana buscava interlocução com o senador.
Na solicitação formal, Barnes e Samson informaram que pretendiam se reunir com autoridades eleitorais brasileiras.
