Na primeira noite, eles dormiram no estacionamento do Complexo Esportivo José María Vargas. As barracas militares chegaram no dia seguinte.
Um mês após os dois terremotos que abalaram o norte da Venezuela, entre os mais devastadores e fortes já registrados no país em mais de um século, um complexo esportivo continua sendo o lar temporário de centenas de famílias que abandonaram suas casas devido a danos estruturais ou ao medo de novas réplicas.
O café da manhã chega às 9h, o almoço é servido ao meio-dia e, à noite, as crianças devem ir para a cama cedo para poderem frequentar, no dia seguinte, a escola improvisada dentro do abrigo.
“Não é fácil, mas torna tudo um pouco mais suportável”, diz Veruska Isasis à CNN. A organização as ajuda a enfrentar o dia a dia, mas as famílias ainda não sabem por quanto tempo mais as barracas serão seu lar.
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Até esta segunda-feira (20), 107 acampamentos abrigavam cerca de 23 mil pessoas, e quase 18 mil haviam ficado desabrigadas, segundo dados apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez.
Entre as famílias abrigadas no complexo esportivo, localizado no estado de La Guaira, há várias que deixaram para trás edificações que permanecem de pé, mas para as quais não se sentem mais seguras de retornar.
