O ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan, renunciou neste sábado (25.jul.2026) depois de semanas de protestos provocados pelo vazamento de questões do exame nacional de medicina. O caso afetou cerca de 2 milhões de candidatos, levou ao cancelamento dos resultados e obrigou o governo a aplicar uma nova prova.
Em carta publicada no X, Pradhan afirmou que decidiu deixar o cargo para evitar que “forças contrárias” se aproveitassem da situação. O ministro também disse respeitar “as aspirações, sentimentos e expectativas legítimas da juventude do país”. Depois do anúncio, milhares de manifestantes comemoraram a decisão no Jantar Mantar, em Nova Delhi.
O fundador do movimento que liderou os atos, Abhijeet Dipke, classificou a renúncia como uma vitória. “Fizemos isso”, afirmou. O ativista Sonam Wangchuk, que estava em greve de fome em apoio aos estudantes, disse que o desfecho representa “uma vitória da paz, paciência e perseverança”.
Pressão sobre o governo
A oposição também reagiu ao anúncio. O líder do Partido do Congresso, Rahul Gandhi, cobrou a responsabilização de policiais envolvidos na repressão aos protestos e pediu um pedido de desculpas do primeiro-ministro Narendra Modi pelo uso da força contra os manifestantes.
Os protestos começaram em junho e se espalharam por diferentes regiões da Índia. Pradhan ocupava cargos ministeriais desde 2014 e comandava o Ministério da Educação desde 2021.
