Na hora de montar ou atualizar o setup gamer, a escolha do monitor frequentemente coloca o usuário diante de uma sopa de letrinhas e números nas especificações. Entre resolução, tipo de painel e tempo de resposta, a taxa de atualização, medida em Hertz (Hz), se destaca como um dos fatores mais determinantes para a fluidez da jogabilidade.
Essa métrica indica quantas vezes por segundo a tela é capaz de renovar a imagem exibida, impactando diretamente a percepção de movimento e o tempo de reação do jogador durante a jogatina.
Historicamente, o padrão de 60 Hz reinou absoluto por décadas. No entanto, a evolução das placas de vídeo e a exigência por maior competitividade transformaram o mercado, empurrando a indústria a adotar frequências cada vez mais altas, passando de centenas de Hertz.
Para entender qual é o número ideal, é preciso alinhar a categoria dos jogos preferidos ao poder de processamento do hardware disponível, evitando investimentos desnecessários ou gargalos de desempenho.
60 Hz: o padrão mínimo e suas limitações
A taxa de 60 Hz representa o padrão mínimo moderno e, por muito tempo, foi o objetivo máximo de desempenho para qualquer jogador de console ou PC. Nessa frequência, a tela atualiza a imagem a cada 16,6 milissegundos, um intervalo de tempo generoso que permite até mesmo aos painéis LCD mais simples e baratos alterarem a cor dos seus pixels sem apresentar problemas graves de rastros na tela.
