Necromancia digital é o termo usado para descrever a recriação da aparência ou da voz de pessoas mortas usando inteligência artificial. A prática ganha espaço com o fácil acesso aos serviços de IA de imagens e vídeos, mas também é o centro de dilemas éticos e sobre o processo de luto.
As redes sociais estão repletas de vídeos virais com celebridades falecidas fazendo tarefas comuns, como assistir a um jogo de futebol e publicações que envolvem a pessoa no “pós-vida”: um exemplo é um vídeo que viralizou do ator Sam Neill, de Jurassic Park, encontrando dinossauros num suposto paraíso, publicado no mesmo dia de sua morte.
A maioria dos posts nas redes não envolve consentimento da família das pessoas, além de abrir brechas jurídicas sobre quem tem os direitos sobre a imagem e a aparência de falecidos.
Necromancia digital e os limites éticos da IA
Os exemplos mencionados são de pessoas famosas, mas a prática pode se estender para praticamente qualquer pessoa falecida que tenha imagens na web, o que é cada vez mais comum em tempos de alta exposição nas redes sociais.
Os geradores de imagens conseguem criar arquivos a partir de uma foto original, mantendo toda a fisionomia das pessoas. No caso dos vídeos, a experiência pode ficar ainda mais fiel com o uso de ferramentas que clonam a voz de alguém a partir de um pequeno trecho.
