O uso de inteligência artificial generativa já faz parte da rotina de estudo de boa parte dos estudantes brasileiros, seja para tirar dúvidas, resumir textos ou revisar redações.
Mas a facilidade de obter uma resposta pronta em segundos também trouxe um efeito colateral: o hábito de aceitar o que a máquina diz sem checar se está certo, e de entregar dados pessoais a ferramentas sem saber para onde essa informação vai. É o que observa Fernando Manfrin, advogado especialista em compliance e proteção de dados, que analisa os riscos e os benefícios do uso de IA como apoio pedagógico.
Para o especialista, o maior benefício da inteligência artificial no estudo é a velocidade somada à personalização: a ferramenta consegue explicar o mesmo assunto de diferentes maneiras até que o aluno entenda, respeitando o ritmo de cada um.
“A IA é como um professor 24 horas, capaz de resumir textos densos, criar exercícios sob medida e simular provas. Diferentemente de uma sala de aula, no chat da inteligência artificial, o aluno pode se sentir mais confortável em perguntar quantas vezes for preciso, sem medo de julgamento”, pontua.
Os erros mais comuns de quem estuda com IA
O primeiro erro, segundo Manfrin, é tratar a resposta da IA como verdade absoluta, já que uma resposta bem escrita não é sinônimo de resposta correta, o que inclui as chamadas alucinações, erros que a ferramenta apresenta com total confiança.
O segundo problema é pular a etapa de pensar.
