Pesquisadores alertam que futuras missões tripuladas à Lua podem interferir em registros químicos antigos preservados no gelo lunar. A preocupação envolve principalmente o metano liberado pelos sistemas de pouso, que teria capacidade de se espalhar pela superfície do satélite.
A análise foi conduzida por cientistas ligados à proteção planetária e avaliou, por meio de simulações computacionais, como os gases expelidos por veículos lunares poderiam alcançar regiões polares onde existem depósitos de gelo considerados importantes para investigar a origem da vida.
O estudo foi divulgado em novembro de 2025 e considera os planos de retorno humano à Lua, incluindo missões do programa Artemis, da NASA, que prevê novos pousos e a construção futura de uma presença permanente no satélite.
Contaminação lunar pode apagar registros de bilhões de anos
A preocupação dos pesquisadores está concentrada nos chamados reservatórios de gelo localizados em crateras próximas aos polos lunares. Essas áreas permanecem em sombra permanente e podem guardar materiais trazidos por asteroides e cometas que atingiram a Lua há bilhões de anos.
Segundo os cientistas, esses depósitos podem conter moléculas orgânicas anteriores ao surgimento da vida, conhecidas como moléculas prebióticas. A análise desse material poderia ajudar a compreender como compostos químicos simples passaram a desempenhar funções associadas aos organismos vivos na Terra.
