Pesquisadores do Laboratório de Hipertensão do ICB (Instituto de Ciências Biológicas) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) desenvolveram um modelo experimental de AVC (acidente vascular cerebral) insular. A iniciativa busca contribuir para o estudo de alternativas terapêuticas capazes de amenizar as sequelas cardíacas provocadas pela condição -também chamada de AVE (acidente vascular encefálico) ou derrame.
O AVC é caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro, causada pelo entupimento de vasos (isquemia) ou por rompimento (hemorragia). O coordenador do estudo e professor do Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB, Marco Antônio Peliky Fontes, afirmou que o modelo se dedica aos acidentes na ínsula, região da massa cinzenta responsável pela cognição e por estímulos ao coração.
Segundo o pesquisador, o AVC insular compromete os neurônios dessa área e costuma gerar alterações cardiovasculares. Por essa razão, pacientes acometidos por esse tipo de derrame por vezes morrem no curto prazo em decorrência de complicações cardíacas, como arritmias e oscilações na pressão arterial, e não pelo dano cerebral direto.
Fontes disse que o córtex insular atua na mediação das emoções com o sistema circulatório e faz o coração acelerar em momentos de risco ou estresse. A partir dessa relação, os cientistas decidiram criar um modelo específico para investigar os efeitos do acidente vascular na região.
