As guerras frequentemente terminam em um lugar diferente de onde começaram.
O conflito atual com o Irã tem sido marcado por objetivos mal definidos e variáveis, desde aspirações de mudança de regime até metas mais específicas de reduzir as capacidades nucleares e militares iranianas.
Após quase seis meses, a situação evoluiu para algo totalmente diferente: uma disputa sobre quem controla o Estreito de Ormuz e, com ele, uma das artérias mais importantes para a energia global.
O Irã demonstrou tanto a capacidade quanto a disposição de atacar navios comerciais que transitam pelo estreito, a menos que a navegação ocorra sob as regras ditadas por Teerã.
Os EUA, e grande parte do mundo, incluindo todos os Estados do Golfo adjacentes ao estreito, consideraram isso, com razão, inaceitável.
O objetivo estratégico agora concentra-se cada vez mais em uma única questão: o Estreito de Ormuz permanecerá uma via navegável internacional, ou o Irã adquirirá a capacidade de determinar quem passa por ele e sob quais condições?
Ceder o controle ao Irã proporcionaria ao regime dezenas de bilhões de dólares anuais em taxas de trânsito, além da capacidade de controlar o fluxo de energia para o restante do mundo. O Irã controlaria, na prática, o termostato da economia global.
Curto prazo: vantagem para o Irã
O Irã não está bloqueando fisicamente o estreito. Ele está disparando drones e mísseis de cruzeiro contra navios civis.
