Quem passa pelo corredor de papel higiênico do supermercado dificilmente imagina que, antes de chegar à prateleira, aquele produto já contou com a ajuda de satélites, inteligência artificial, sensores instalados em árvores e até de joaninhas.
Embora pareçam mundos distantes, a tecnologia aplicada ao cultivo de eucalipto, principal matéria-prima da celulose usada na fabricação de papéis sanitários, papéis de imprimir e escrever e embalagens, tornou-se uma ferramenta para reduzir riscos de quebra na produção diante das mudanças climáticas.
Secas mais intensas, aumento da incidência de pragas e incêndios florestais passaram a ameaçar a oferta de madeira e levaram empresas do setor a investir em um manejo cada vez mais digital.
Na Suzano, maior produtora de celulose do mundo, a estratégia reúne inteligência artificial, melhoramento genético, sensores conectados, monitoramento por satélite e controle biológico de pragas para aumentar a produtividade das florestas e reduzir perdas.
Segundo Douglas Lazaretti, vice-presidente executivo florestal da Suzano, a empresa aposta em três pilares para manter a produção: disciplina operacional, desenvolvimento de novos materiais genéticos e tecnologia aplicada ao manejo.
“Todos os anos incorporamos clones mais produtivos e mais resilientes às nossas operações, desenvolvidos especificamente para cada região onde atuamos”, diz à CNN Brasil.
