Lançado em 16 de julho de 1956, na Livraria José Olímpio, no Rio de Janeiro, o romance “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, completou 70 anos neste mês. Considerada uma das principais obras da literatura brasileira, será celebrada na programação paralela da 24ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) e segue com programação até domingo (26.jul.2026).
O jornalista Leonêncio Nossa, autor da primeira biografia sobre o escritor mineiro, relatou à Agência Brasil que, ao mesmo tempo em que era considerado um livro difícil, a obra estava sempre entre as mais vendidas.
“Isso já em 56. O que ocorre é que a musicalidade no linguajar dos personagens causa muita empatia, tanto que é um livro que deve ser lido em voz alta porque com a musicalidade é fácil de entender”, disse.
Ele lembra que, quando o livro foi lançado, recebeu críticas pela linguagem usada pelo escritor por meio de seus personagens.
“Rosa disse uma vez que as pessoas achavam que ele tinha inventado uma língua. ‘Eu não inventei uma língua. Os vaqueiros de Minas Gerais, da Bahia, de Goiás, falam assim’. Parte da intelectualidade não entendeu o Grande Sertão”, observou o biógrafo.
