Em um mundo cada vez mais conectado pelas telas, mas nem sempre pelas relações pessoais, especialistas têm chamado atenção para um fator muitas vezes negligenciado quando o assunto é saúde: a qualidade das amizades. Mais do que companhia para momentos de lazer, vínculos afetivos sólidos podem reduzir os efeitos do estresse, fortalecer a saúde mental e até contribuir para uma vida mais saudável ao longo dos anos.
A discussão ganha força na semana em que foi celebrado o Dia do Amigo, em 20 de julho. Embora a data tenha caráter simbólico, ela também abre espaço para refletir sobre um problema crescente: o aumento da sensação de solidão, mesmo entre pessoas cercadas por contatos presenciais ou virtuais.
Segundo a psicóloga Ligia Kaori Matsumoto, do Hospital Dia M’Boi Mirim I, unidade da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), as amizades exercem um papel importante como fator de proteção para a saúde física e emocional.
“Um amigo é, literalmente, aquela pessoa com quem podemos contar. Ter boas amizades aumenta a percepção de segurança, confiança e motivação para enfrentar os desafios do cotidiano”, explica.
Segundo a especialista, os vínculos de amizade não eliminam os problemas da vida, mas mudam a forma como eles são enfrentados. Isso acontece porque compartilhar dificuldades com alguém de confiança proporciona acolhimento e reduz a sensação de estar sozinho diante de situações estressantes.
