O governo começou o ano com o objetivo de aprovar oito propostas no Congresso Nacional em 2026. Dessas, apenas duas pautas prioritárias foram analisadas por deputados e senadores: a medida provisória sobre a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a Lei Antifacção.
A lista com as metas para 2026 foi divulgada pelo ex-líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), no final de 2025. Hoje ministro das Relações Institucionais, ele havia apresentado outros seis tópicos tratados como prioritários pelo governo, que ainda não foram aprovados.
O mais importante é a PEC do fim da escala 6×1. A proposta de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP) foi aprovada na Câmara e está travada no Senado desde o final de maio. O texto teve o aval da ampla maioria dos deputados e, por ter um apelo popular, também tem apoio massivo de senadores.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), travou o tema e sinalizou que esperava uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para avançar com a PEC. Esse contato não aconteceu e o senador disse que não levaria o texto ao plenário antes das eleições.
Essa é a principal pauta que será usada como bandeira de campanha de Lula para as eleições de 2026. A meta era ter o texto aprovado até o primeiro semestre para mostrar como uma “conquista” do governo e a maior entrega do terceiro mandato do petista.
Agora, a expectativa de governistas é que a PEC seja aprovada em agosto.
