Um estudo publicado na revista Science identificou que o asteroide que atingiu a Terra há cerca de 66 milhões de anos e provocou a extinção em massa do fim do período Cretáceo apresentava uma estrutura semelhante aos condritos carbonáceos, ou seja, meteoritos rochosos primitivos que contêm alta quantidade de carbono (até 3%), compostos orgânicos e água.
A pesquisa concluiu que o asteroide era semelhante a um tipo de meteorito que preserva materiais do Sistema Solar primitivo.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram isótopos de níquel presentes em argilas marinhas contendo o material ejetado pelo impacto. O estudo destaca o uso de isótopos de níquel na identificação de materiais extraterrestres na Terra.
Os resultados descartam hipóteses anteriores de que o objeto poderia ser um cometa ou pertencer a outros grupos de condritos carbonáceos.
Os condritos carbonáceos são raros e estão entre os materiais mais primitivos e menos alterados do Sistema Solar, preservando características da época em que os planetas começaram a se formar, há aproximadamente 4,6 bilhões de anos.
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