A Starship ficou envolta por um intenso halo de plasma em tons de rosa e laranja durante sua reentrada na atmosfera terrestre, nesta sexta-feira (24). O fenômeno é esperado e marca uma das etapas mais desafiadoras do voo.
O brilho aparece quando a nave retorna à Terra a velocidades superiores a 20 vezes a velocidade do som. Nesse momento, ela colide com as moléculas do ar, comprimindo e aquecendo o gás ao seu redor a temperaturas extremamente altas.
Esse processo cria uma camada de plasma, um gás superaquecido composto por partículas eletricamente carregadas, que envolve toda a Starship e produz o efeito luminoso visto nas imagens da transmissão da SpaceX.
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A fase é considerada uma das mais críticas da missão porque a nave precisa suportar temperaturas de milhares de graus enquanto desacelera para retornar à Terra.
Para resistir ao calor extremo, a Starship é protegida por um escudo térmico formado por milhares de placas hexagonais pretas feitas de um material cerâmico especial. Essas peças são projetadas para absorver e dissipar o calor gerado durante a reentrada, protegendo a estrutura da nave.
O desempenho desse escudo térmico é um dos principais objetivos dos voos de teste da SpaceX. A empresa busca validar o sistema para que a Starship possa ser reutilizada em futuras missões à Lua, Marte e outros destinos no espaço.
