A tarifa adicional de 12,5% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor nesta 6ª feira (24.jul.2026), deve provocar efeitos concentrados em alguns setores exportadores, sem alterar de forma relevante o desempenho da economia brasileira no curto prazo.
A avaliação é de especialistas consultados pelo Poder360, que também afirmam que a nova base jurídica adotada pelo governo norte-americano torna uma eventual contestação mais complexa do que na rodada anterior de tarifas.
Efeito será maior em setores exportadores
Para a economista-chefe da InvestSmart XP, Mônica Araújo, o impacto econômico agregado tende a ser limitado porque mais de 2.000 produtos brasileiros ficaram de fora da incidência cumulativa das tarifas, preservando aproximadamente 85% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Ela afirma, no entanto, que alguns segmentos terão perdas relevantes de competitividade.
Segundo a economista, produtos industriais e manufaturados, além de itens como açúcar orgânico e químicos, estão entre os mais expostos à nova tributação. Na avaliação dela, as medidas de apoio anunciadas pelo governo federal podem amenizar parte dos efeitos sobre as empresas, enquanto novas negociações devem concentrar os esforços para ampliar a lista de exceções.
Mônica Araújo também afirma que o Brasil não deve adotar medidas de retaliação nem recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica no curto prazo.
