A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) e ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Cármen Lúcia, classificou nesta sexta-feira (24) os ataques às urnas eletrônicas como “resmungo e arenga” e reafirmou sua confiança no processo eleitoral brasileiro.
“Eu sou cidadã brasileira, funcionária pública e servidora pública e, principalmente, eu voto. Fui duas vezes presidente do TSE. Tenho, portanto, a absoluta certeza da segurança, da rigidez e da transparência do processo eleitoral com a urna eletrônica”, disse a magistrada durante sua participação na 24ª Flip – Festa Literária Internacional de Paraty.
Segundo Cármen, outros países reconhecem a lisura do processo eleitoral brasileiro e chegaram a visitar o Brasil para conhecer o modelo da urna eletrônica.
“Nós fomos visitados pelo mundo inteiro por causa da urna eletrônica e desse modelo. Esse questionamento, que agora não tem a força que chegou a ter principalmente em 2021 e 2022, é apenas mais um resmungo, uma arenga”, frisou.
A declaração da ministra rebate o posicionamento do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a reunião que ele teve no último dia 21 com embaixadores de diversos países e na qual questionou a segurança das urnas eletrônicas.
Durante o evento, Flávio citou relatórios da CIA que apontariam suspeitas de fraudes em processos eleitorais na Venezuela envolvendo máquinas fabricadas pela Smartmatic. Segundo o senador, a empresa também fabricou urnas para o Brasil.
