O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admite, nos bastidores, que a chance de implementação de reciprocidade contra os Estados Unidos após o tarifaço é baixa, mas entende que a lei aprovada pelo Congresso Nacional é um instrumento dissuasório contra novas investidas norte-americanas.
Em respostas oficiais às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil, o Palácio do Planalto vem afirmando que acionará a Lei de Reciprocidade. Auxiliares de Lula, contudo, tratam o tema com cautela e reforçam que o início do processo de análise não significa a implementação da retaliação.
O governo já retomou a análise de possíveis frentes em que a reciprocidade pode ser acionada. Fontes no Planalto indicam, porém, que o setor privado será consultado ao longo do processo e que será descartada qualquer alternativa que prejudique a economia brasileira. Segundo um interlocutor, o Brasil não dará “um tiro no pé”.
Auxiliares do presidente indicam ainda que dificilmente o processo de reciprocidade, independentemente da escolha de retaliar ou não, seria concluído antes das eleições de 2026. O processo somente seria mais célere na hipótese de um “fato novo”.
Após o primeiro tarifaço de Trump, o governo chegou a estudar possibilidades de retaliação.
