O dólar à vista encerrou esta sexta-feira (24) em queda de 0,06%, cotado a R$ 5,0809. Pela manhã, a moeda chegou a romper o nível de R$ 5,05, com mínima intradia de R$ 5,0499, e manteve o viés de baixa ao longo da tarde, embora em ritmo mais moderado. O movimento foi associado a uma correção técnica após a alta da véspera e à atenção do mercado às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.
No acumulado, o dólar registra baixa de 0,59% na semana, recuo de 1,59% em julho e desvalorização de 7,43% em 2026. Entre as moedas emergentes, o real teve o segundo melhor desempenho semanal, atrás apenas do peso colombiano.
Segundo a Armor Capital, a agenda doméstica esvaziada e o recesso parlamentar ampliaram a influência do ambiente externo sobre os ativos brasileiros. Em relatório, a gestora afirma que a alta do petróleo favoreceu a moeda brasileira por meio da melhora dos termos de troca.
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O diretor de investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, Marco Mecchi, afirmou que o real costuma se beneficiar de um petróleo mais alto, o que ajuda a atrair fluxo. Nesta sexta-feira, porém, o Brent para outubro recuou 2,74%, a US$ 91,68. Ao mesmo tempo, o índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, rondava estabilidade, com alta de 0,04% por volta das 17h20.
