Os Estados Unidos declararam que o Brasil está entre os países que falharam em combater o trabalho forçado, tornando-o alvo de uma nova rodada de tarifas americanas, desta vez de 12,5%. A medida, que também atingiu dezenas de outras nações, entrou em vigor nesta sexta-feira (24).
“É uma marca bastante significativa no processo de desgaste da relação bilateral“, afirmou a analista de Internacional Fernanda Magnotta, durante o CNN 360º desta sexta.
Segundo ela, a relação entre Brasil e Estados Unidos já é, por natureza, marcada por capacidades assimétricas, o que torna as condições de barganha desiguais independentemente dos governos em exercício.
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“Nesse momento, em particular, nós temos o comprometimento do processo de criação de confiança e a elevação de tensões“, observou a analista.
Magnotta destacou que a questão tarifária roubou a pauta da temática bilateral, mas não é a única discussão gerando animosidade entre Estados Unidos e Brasil.
“Nós temos a regulação de redes e as divergências no campo político-ideológico. As tarifas, no fim do dia, servem a um propósito que vai além do comércio”, afirmou.
