O aumento do risco de incêndios durante o período de estiagem acende um alerta para produtores rurais em todo o país. Além dos prejuízos causados à produção agrícola e às pastagens, o fogo pode resultar em multas, embargos ambientais e até restrições ao crédito rural quando o proprietário não consegue comprovar que não foi o responsável pelo incêndio.
A preocupação cresce diante das previsões climáticas para o segundo semestre de 2026. Segundo o Climate Prediction Center (CPC), órgão ligado à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), há mais de 82% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño ainda neste ano, aumentando as chances de estiagens prolongadas e ondas de calor em diversas regiões brasileiras.
O cenário preocupa principalmente estados com forte atividade agropecuária, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Goiás, que já enfrentaram grandes perdas durante a seca extrema registrada em 2024. Naquele período, dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontaram mais de 120 mil focos de calor na Amazônia e mais de 80 mil no Cerrado, além de um aumento superior a 200% nos incêndios no Pantanal em relação à média histórica.
